quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ser viado é um ato político

Nos dias atuais entendo totalmente a desconstrução de algumas terminologias porque estão enraizadas pelo preconceito, entre essas terminologias para os gays podem ser "viado", 'bicha'', "boiola", entre outras. Porém no atual cenário que nos encontramos onde parece que estamos, parece não, estamos mesmo passando por retrocessos de nossa liberdade e direitos já conquistados, lutamos hoje não por coisas novas, mas sim por conquistas existentes para que as mesmas não se desfaçam. O preconceito perdeu lugar para a chamada opinião e assim as pessoas saem falando o que querem e intitulam suas asneiras como apenas sua opinião sem ao menos pensar no próximo. Entendo a marginalização que envolve essas terminologias penso na desconstrução, porém se afirmar “viado”, “bicha”, “boiola” ou outros, hoje é uma afirmação política. Neste cenário homofóbico e fundamentalista ser “viado” se tornou um mais que exercer sua liberdade de viver, se torna também um ato político. Sempre que penso em se auto afirmar alguma terminologia, logo me paro pensado na ‘Marcha das Vadias’, onde se para a mulher se livre ela é “vadia”, então que sejam todas “vadias”. Para algumas vertentes do movimento feminista se afirmar “vadia” se tornou algo político em busca da liberdade da mulher e como adepto ao movimento acho lindo e consigo fazer essa analogia com o que penso nas terminologias que envolvem os homossexuais homens. Ser “viado” na sociedade de hoje é enfrentar todo preconceito que está impregnado na sociedade e que é velado pela opinião e pela religião. Se para conquistarmos direitos e termos nossa liberdade de apenas darmos a mão na rua ao nossos namorados então que sejamos todos “viados”, “bichas”, “maricas”, “boiolas” entre outros. Seja “viado” você também se for gay.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Faculdade pra quem?


De que adianta faculdade pública se ela só atende de classe media pra cima? Eu não conheço um pobre, digo pobre mesmo - daqueles que eu atendo na ponta - que esteja uma faculdade que seja pública. Não adianta faculdade se não mexer na educação de base, a evasão escolar para a população de renda baixa é muito grande (quiçá quando for negro, pobre e LGBT), se não dura na escola, quem dirá uma faculdade pública que em seus vestibulares fazem a maior segregação. E nem adianta citar as vagas pra quem estuda em escolas publicas, em escolas publicas também tem filhinho de papai que pode pagar um pré vestibular. Quando vejo um pobre em faculdade, é com muito custo em uma particular, já que as vezes algumas tem os vestibulares mais fáceis. Mais triste ainda são aqueles que têm condições financeiras boas e ficam tentando bolsas auxílios em faculdades publicas tirando daqueles que realmente precisam. E ainda tem mais, se manter numa faculdade publica não é barato, e isso é um fato. Então caros amigos, podem se ter criados mil faculdades publicas na gestão atual. Mas de nada serve, só serve pra classe media pra cima e isso não representa.

Não estou aqui falando de forma que tudo seja generalizado (uma vez que toda regra tem sua exceção), mas vejamos bem, estudei em escola pública, já dei aula (fora 24 anos estando/convivendo e até mesmo trabalhando numa gestão escolar) e hoje me encontro na Assistência Social e há de convir que não estou mentindo, então eu pergunto: Faculdade pra quem?

sábado, 12 de julho de 2014

Dance na sua dor

Dance na sua dor, temos tão pouco tempo. Vamos para o meio da pista de dança. Se ficar com vergonha me dê a mão que juntos iremos dançar. Não importa se fizermos uma coreografia da Britney Spears certinha, não importa se em algum momento cairmos sobre o chão, não importa qual o estilo de música, o que importa é que estejamos dançando e sorrindo. Dor todos temos, agora como vamos lidar com ela é que nos difere dos demais, e o que mais divertido que dançar? A dança liberta e tem inúmeros estilos, só precisamos escolher um ou até mesmo inventar, vamos dançar sobre a dor.

Ao som de Agnetha

domingo, 4 de maio de 2014

Um problema diferente...

Estou com um problema. Esse problema tem cinco letras, uma palavra e um sentimento. O problema deste problema é que ele me deixa com arrepios só de pensar no que ele pode causar a mim. Esse problema é uma paixão e até mesmo levar seu nome. Arrepios, medo, insônia, ansiedade, amor e mais medo. A paixão pode significar muitas coisas, inclusive medo. Só que o medo esqueceu que eu sou corajoso, não tenho medo do amor, ninguém deveria ter. Diferenças também causam medo, ainda mais quando gostamos de alguém. Dizem que os opostos se atraem, mas e quando é diferente demais? Quando uma coisa não tem nadinha a ver com a outra? Ouvi dizer que “Um quebra cabeça se monta com peças diferentes”, isso é verdade, mas pessoas não são um uma peça, pessoas são seres humanos e estes podem sempre surpreender. Porém no final o que mais existe são pessoas tentando se encaixar num mundo em que diferenças existem e um mundo aonde cada vez mais o amor vem sido banalizado, mas que se esforçam para que tudo fique bem. Mas nosso caso serão surpresas boas, quando se tem amor no meio só acontecem coisas boas, que a diferença só nos una mais. Eu poderia mesmo era ter dito seu nome ao invés de ficar enrolando, não há problema nenhum, há você, há eu, há eu e você e há nós.

Sou um apreciador dos opostos, das diferenças.
Se fosse para eu apaixonar-me por uma pessoa em tudo parecida comigo, eu namoraria com o espelho.
Augusto Branco

Os opostos se preservam mais. Sabendo das diferenças, cuidam para não ferir o outro na briga.
Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sem medo, sem pressa, mas sem ficar parado


Hoje acordei meio assim, sei lá, com vontade de gritar ou chorar. Despertei com medo de me apaixonar, medo esse que está presente em todos os meus dias. Medo meu, medo seu, medo de muitas outras pessoas. Não deveríamos ter medo de amar, de gostar, de apaixonar, afinal nós não temos tanto tempo assim de vida pra nos preocuparmos com medo. Devíamos estar nos preocupando em estar juntos, em nos amarmos, em qualquer coisa em que nós estejamos juntos, menos no medo. Vamos parar de sofrer por antecedência, sem essa de pensar que vamos ficar separados e no que isso nos poderia causar, temos de pensar em estar sempre juntos e o separado não deve fazer parte de nossos pensamentos. Não te quero longe, te quero perto. Não precisa ser a todo instante, mentira precisa sim, mesmo sabendo que isso é difícil, pois cada um tem sua vida. Devemos aproveitar todo o tempo que temos, não é preciso pressa, mas que também não fiquemos parados. Temos tão pouco tempo que devemos aproveitá-lo ao máximo nos amando e não perdê-lo com um possível medo.


Toda vez que o amor disser "vem comigo"
Vai sem medo de se arrepender

- Musica: Chuva de Prata - Sandy e Junior

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Do amor ao cinema

Gosto de ir ao cinema. A ideia de ir ao cinema sempre me deixa animado. Gosto quando escolhemos o filme juntos, gosto mesmo quando vamos juntos. Gosto de gargalhar, me encantar e até chorar em frente a telona. Gosto de dividir a pipoca. Gosto de segurar sua mão no escurinho do cinema. Gosto de apoiar minha cabeça no seu ombro enquanto assistimos o filme. Gosto de segurar seu braço firmemente na hora do susto no filme de terror. Cinema me encanta, com você me fascina. No final vejo que o cinema é legal, mas estar com você é o que realmente importa.   

domingo, 9 de março de 2014

O amor não causa prejuízo...

Esses dias estava assistindo a mova 'Em família' e me deparei com a seguinte frase:

"De todos os investimentos, o amor é o que mais causa prejuízo".

Achei um absurdo o amor causar algum prejuízo, o amor causa tudo, menos prejuízo na vida de alguém. Muito pelo contrario, ele soma e muito, pessoas que não. Pois prejuízo é...

Prejuízo é não ter alguém que se importe com você. Prejuízo é não sentir borboletas na barriga quando um certo alguém ligar. Prejuízo é não ter alguém que pergunte como foi seu dia. Prejuízo é ter uma vida solitária. Prejuízo é não olhar nos olhos de alguém e não sentir vontade de sorrir. Prejuízo é não ter uma mão para segurar na sala de cinema. Prejuízo é não dividir momentos tristes e felizes com alguém. Prejuízo é não ter alguém que reconforte apenas com um olhar. Prejuízo é deixar de fazer algo com medo de se magoar ou achar que esta humilhando. Prejuízo é tratar as pessoas como se não houvesse o amanhã. Prejuízo é a banalização do amor. Prejuízo é não investir numa possível felicidade. Prejuízo mesmo é não ter a quem amar.

OLIVEIRA, Pedro.

Pedro é um aspirante a Assistente Social que idealiza e busca uma sociedade mais justa e igualitária. Um sonhador incorrigível que apesar da constante banalização do amor, não deixa de acreditar nele. Afinal, o amor move montanhas.